NA VELA E NO LAMPIÃO: um vislumbre epistemológico sobre a indisponibilidade de energia elétrica em nove comunidades tradicionais de pecadores artesanais de Guaraqueçaba – Paraná.

Erickson Costa Pinto, Roberto Martins Souza

Resumo


Nossa pretensão com a elaboração deste artigo consiste na discussão do seguinte questionamento: Por que não há disponibilidade de energia elétrica em nove comunidades tradicionais de pescadores artesanais e caiçaras de Guaraqueçaba, via rede de distribuição da concessionária de energia elétrica? Através de uma pesquisa bibliográfica e documental demonstra-se que a concepção preservacionista subjacente ao modelo importado do hemisfério norte adotado na implantação dos Parques Nacionais (PARNAS) no território brasileiro, é um fator preponderante para a legitimação da negligenciação das condições dignas de existência dos sujeitos destas comunidades. Por isso, procuramos demonstrar a gênese da concepção preservacionista para a preservação do meio ambiente, para construir um debate com a concepção sobre a conservação da natureza que considera o ser humano como um colaborador do processo. Porém, parece-nos que a compreensão advinda do modelo de racionalidade ocidental sobre os modos de vida dos sujeitos oriundos de comunidades tradicionais, evidenciada no estudo de Fischer (2004), também contribui para que a energia elétrica ainda não esteja disponível nestas nove comunidades. Como alternativa para a superação das totalidades hegemônicas e excludentes apresentadas neste estudo, propomos outro modelo de racionalidade para analisar esta problemática, que é o modelo de racionalidade cosmopolita apresentado por Boaventura de Souza Santos.

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DOI: http://dx.doi.org/10.21575/25254774rmsh2020vol5n11269

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Direitos autorais 2020 Erickson Costa Pinto, Roberto Martins Souza

Revista Mundi Sociais e Humanidades ISSN 2525-4774

Qualis: B2 - Ensino, B4 - Interdisciplinar, B4 - Psicologia