SUJEITOS E EDUCAÇÃO DO CAMPO: As representações do pescador artesanal no currículo.

Willian Siqueira Santos, Roberto Martins de Souza

Resumo


O presente artigo analisa o processo da educação escolar dos pescadores e pescadoras artesanais na região de Guaraqueçaba, Paraná, através da leitura de seus conflitos e contradições sociais específicos em defesa de sua autodeterminação, enquanto povo tradicional protegido pela legislação nacional. O dissenso se manifesta desde o não reconhecimento pela SEED-PR da identidade étnica e coletiva autodeclarada pelo grupo social, e pode ser verificada pelo método impositivo como foram elaboradas as propostas pedagógicas e pela operacionalização dos documentos escolares que sustentam o fazer pedagógico das referidas “escolas das ilhas”. Para ilustrar e situar as contradições da proposta erigida pela mantenedora consideramos como ponto de partida da análise teórica o debate que aponta a superação do paradigma da educação rural e o entendimento da construção da educação do campo, referida à Educação das Ilhas do Litoral do Paraná, investigando seus limites e avanços. Na perspectiva atual e em contraponto, identificamos a emergência do processo de construção de uma educação escolar específica oriunda do Movimento dos Pescadores Artesanais do Litoral do Paraná – MOPEAR, que propõe a partir do seu protagonismo uma ruptura com o modelo de educação colonizadora operacionalizada atualmente pela SEED.


Palavras-chave


Identidade. Pescador-artesanal. Educação-do-Campo. Currículo

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DOI: http://dx.doi.org/10.21575/25254774rmsh2018vol3n1544

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Direitos autorais 2018 Willian Siqueira Santos

Revista Mundi Sociais e Humanidades ISSN 2525-4774

Qualis: B2 - Ensino, B4 - Interdisciplinar, B4 - Psicologia

 

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