CONSUMO DE QUEIJOS DOP DA REGIÃO DE TRÁS-OS-MONTES NO CONCELHO DE BRAGANÇA, PORTUGAL

António José Fernandes, Maria Isabel Barreiro Ribeiro, Paula Alves Sofia do Cabo, Alda Maria Vieira Matos

Resumo


Segundo Tibério et al. (2008), os produtos agrícolas e agroalimentares tradicionais estão hoje no centro das atenções enquanto instrumentos potenciadores do desenvolvimento agrícola e rural, os quais são vistos como fundamentais no ordenamento do espaço, na preservação da paisagem e conservação da natureza e na luta contra o despovoamento de territórios rurais. Objetivou-se com o presente estudo conhecer o perfil do consumidor de queijos de Denominação de Origem Protegida - DOP da Região de Trás-os-Montes, descrever os seus hábitos de compra e consumo de queijo. Para isso, foi conduzido um estudo quantitativo, descritivo, observacional e transversal. O questionário foi administrado, diretamente, a 400 indivíduos do concelho de Bragança, durante os meses de maio e junho de 2012. Dos 311 inquiridos (77,7%) que consomem queijos, apenas 31,5% consome queijos nacionais e 2,3% queijos estrangeiros, sendo que a maioria (66,2%) consome queijos de ambas as origens. Um total de 67,8% confirmou o consumo de queijos da Região de Trás-os-Montes e de queijos DOP. O queijo é, essencialmente, consumido como lanche (71,1%). No entanto, também é consumido ao almoço e ao jantar como entrada (65,6%) ou como sobremesa (49,8%). O queijo é consumido em “natureza” (64,3%), mas também com acompanhamento de marmelada ou doce (52,4%). O Queijo de Cabra Transmontano e o Queijo Terrincho são conhecidos por serem produtos DOP transmontanos por 58,2 e 52,7%, respetivamente. Do total de inquiridos, apenas 163 consomem queijos DOP Transmontanos. Para estes consumidores, o critério que está na base da seleção do local de compra é, sobretudo, a confiança (46,0%). O estabelecimento preferido para fazer a compra é o hipermercado (52,8%). Os principais critérios de seleção dos queijos são a qualidade reconhecida (40,5%) e a marca (34,4%). A forma de apresentação preferida são as porções cortadas no local da compra (38,0%). Finalmente, dos 310 inquiridos que consomem este tipo de produto, 55,2% está disposto a pagar mais 5,6 euros, em média, por um queijo DOP.


Palavras-chave


Queijos; Denominação de Origem Protegida; Estudo de mercado; Perfil do consumidor; Trás-os-Montes.

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DOI: http://dx.doi.org/10.21575/25254790rmmaa2017vol2n148

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Revista Mundi Meio Ambiente e Agrárias ISSN 2525-4790

Qualis: B2 - Sociologia, B4 - Interdisciplinar, B5 - Geografia, B5 - Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo