DETECÇÃO DE PROGESTERONA EM TECIDOS VEGETAIS DE LACTUCA SP. POR ESPECTROSCOPIA DE UV

Eliane Zanella Fabbris, Keller Paulo Nicolini

Resumo


A sociedade pós-moderna usa diversas substâncias para melhorar a sua qualidade de vida. Inúmeras destas substâncias são fármacos e muitos destes já são considerados contaminantes emergentes e presentes em diversos locais devido à ação antrópica. Há uma preocupação da comunidade científica mundial no sentido de monitorar os contaminantes emergentes e estabelecer protocolos de quantificação que possam estabelecer limites de tolerância destas substâncias e assim proteger as comunidades humanas de possíveis problemas de saúde advindos desta contaminação. Há indícios de inúmeros contaminantes emergentes (antimicrobianos, fungicidas, hormônios, anti-inflamatórios) em águas de superfície e em alimentos. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a presença de progesterona em tecidos vegetais da alface (Lactuca sp.) através da espectroscopia ultravioleta (UV). As plantas foram cultivadas in vitro e testadas frente a diferentes concentrações de progesterona (5,10,100 e 1000 ppm). A parte da planta coletada para análise foram as folhas, utilizou-se como solvente o etanol 92,8 oGL. Foi detectada a presença de progesterona após o intervalo de um dia da contaminação do substrato até o oitavo dia, sendo que as concentrações encontradas foram de 1 e 2 ppm no extrato etanólico das folhas. Esse estudo indica a potencial contaminação de plantas, quando estas são irrigadas com água proveniente de mananciais contaminados com progesterona e seus metabólitos o que significa o consumo indireto destes contaminantes pela população, por meio da ingestão de plantas contaminadas.

Palavras-chave


Contaminantes emergentes; Fármacos; Saúde humana; Espectroscopia de UV; Lactuca sp.

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DOI: http://dx.doi.org/10.21575/25254766msb2016vol1n2254

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