QUALIDADE DE VIDA. MORRENDO BEM.

Cristina Terzi Coelho

Resumo


Todo ser vivo tem um ciclo de vida que inclui nascimento e morte, com o ser humano isso não é diferente. Nas últimas décadas o avanço da medicina tem facilitado o diagnóstico e tratamento de diversas patologias. Uma consequência disso é o aumento da quantidade e qualidade de vida. Por outro lado, algumas áreas da medicina encaram a morte de um paciente como um fracasso terapêutico e não consequência natural da vida. A dificuldade de reconhecer os limites terapêuticos muitas vezes leva a sofrimento físico, mental e social. Esse sofrimento pode acometer não só o paciente, mas também familiares e equipe médica. O conceito de Cuidados Paliativos busca dar qualidade de vida a pacientes portadores de doença que ameacem a vida. O objetivo desse cuidado é o de dar dignidade à vida do paciente até o último instante, controlando sintomas e garantindo conforto. O suporte ao paciente e sua família é feito através de uma equipe de saúde multidisciplinar envolvendo, mas não limitado a médicos, enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas. Além disso, é importante a presença de assistentes sociais e apoio espiritual, seja ele religioso ou não e equipe de voluntários. A filosofia de Cuidados Paliativos não interfere com os cuidados curativos e pode ser realizada em diferentes ambientes físicos. É condição essencial que cada tratamento seja individualizado, respeitando os limites desejados por cada paciente e sua família. Embora seja bastante difundido em outros países, no Brasil, apesar da alta demanda, os Cuidados Paliativos ainda se encontram em período inicial.

Palavras-chave


Autonomia pessoal; Cuidados Paliativos; Dignidade; Espiritualidade; Qualidade de vida

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DOI: http://dx.doi.org/10.21575/25254766msb2016vol1n2303

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